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Meu Pug fica sozinho em casa, cuidado ele pode estar com Ansiedade de Separação


Olá pessoal!
A Raça Pug, adora estar colado com os seus donos, eles pedem necessitam muito da nossa atenção. Por se tratar de uma raça de fácil adaptação em ambientes pequenos, como apartamentos, se tornaram os preferidos entre as pessoas. Mas na maioria das vezes ficam sozinhos em casa o dia inteiro, acabam chamando a nossa atenção de maneiras desagradáveis, roendo móveis e fazendo necessidades em locais onde não deveriam. Hoje vamos falar sobre a Ansiedade de Separação e saiba como podemos diminuir esse problema.


Ansiedade de separação é o conjunto de comportamentos exibidos por Pugs quando são deixados sós, sendo um dos problemas comportamentais mais comuns em cães. Os proprietários frequentemente referem-se a estes Pugs  como "rancorosos", "chateados", "raivosos", que agem com "despeito", "má vontade", mas este tipo de explicação não tem nenhuma base. 




Como consequência, acabam punindo seus animais de modo incorreto e contribuindo para a manutenção ou aumento da frequência desses comportamentos indesejados.
A análise mais correta desse tipo de comportamento perturbado é o resultado de uma resposta ao estresse pela separação da pessoa ou pessoas com quem o Pug está ligado ou apegado.




O comportamento de apego é essencial para a sobrevivência de animais sociais. A partir do nascimento, o filhote forma ligações com a mãe e com os irmãos da ninhada. Posteriormente, com o início do período de sociabilização (2 a 4 meses de idade), o filhote irá se ligar a seus irmãos e a outros cães adultos. Com o Pug isto pode incluir outras espécies com que tiver contato neste período. O período de sociabilização determina o tipo de relação social que um animal estabelecerá, bem como os processos de comunicação, coordenação, hierarquia e o tipo de relação que terá com seu proprietário. A ligação implica numa relação de confiança e é o fundamento do laço entre o proprietário e o Pug. Porém, quando um Pug fica dependente demais de seu proprietário poderá desenvolver alterações comportamentais associadas a separação. 




Se o seu Pug apresentar estes comportamentos:
Fazer suas necessidades em localizações impróprias, comportamentos destrutivos ( escavar, arranhar, morder objetos pessoais, móveis, paredes, portas e janelas), vocalizações excessivas (latidos, uivos e choramingo), depressão, anorexia e adipsia e hiperatividade. Porém é preciso deixar claro que, somente o levantamento do histórico comportamental e do contexto em que estes comportamentos ocorrem podem determinar um diagnóstico de ansiedade de separação.  

Definições necessárias

Seu Pug parece estar sempre com Medo: Sentimento de apreensão associado à presença ou proximidade de um objeto, indivíduo ou situação social de risco. O medo é parte do comportamento normal e pode ser uma resposta adaptativa. A determinação de até que ponto o medo ou respostas de medo são anormais ou inapropriadas deve ser feita pelo contexto em que ocorrem. O medo normal ou anormal são geralmente manifestações graduadas, com intensidade de resposta proporcional à proximidade ou percepção da proximidade do estímulo.




Fobia: uma resposta súbita, tudo ou nada, profunda, anormal, que resulta num comportamento de medo extremo (catatonia, pânico). Muitas reações de medo são aprendidas e podem ser desaprendidas com exposições graduais. Fobias são definidas como reações de medo desenvolvidas rapidamente e profundamente e que não são extintas com exposições graduais. Uma vez o evento fóbico tenha sido experimentado, qualquer evento associado a ele ou a memória deste é suficiente para gerar a resposta. 
Ansiedade: uma antecipação apreensiva de um perigo futuro ou desgraça, sintomas somáticos de tensão (vigilância e atenção, hiperatividade autonômica, manifestações fisiológicas, aumento da atividade motora e tensão)



Origem e Diagnóstico
A principal característica da ansiedade de separação é que os comportamentos indesejados estão claramente relacionados à ausência de um ou de todos os membros da família. Ocorre quando o Pug não pode ter acesso ao proprietário. Mesmo que o Pug esteja na companhia de outras pessoas ou animais, o comportamento pode vir a se manifestar por estar associado a ausência de uma pessoa em especial com quem o Pug tem uma "ligação muito forte". 

Deve-se procurar fazer diagnóstico diferencial com outros distúrbios comportamentais e patológicos. Para isso é preciso obter-se a história comportamental detalhada do proprietário. O comportamento de ganir, latir e uivar no filhote pode ser considerado normal e é o resultado da separação da mãe, visando a reunião. Quando isto não ocorrer, o filhote fica deprimido, quieto e imóvel até o retorno da mãe. No caso de Pug adultos este comportamentos podem se repetir, mas são considerados distúrbios devido às consequências.




Pugs com ansiedade de separação são muitas vezes obedientes e bem treinados quando estão na companhia do proprietário. A ansiedade de separação é então considerada como o resultado de um estresse pela ausência do proprietário. 

Eventos traumáticos na vida de um Pug jovem podem aumentar a probabilidade do desenvolvimento de ansiedade de separação. Estes eventos incluem: separação precoce da mãe, privação prematura de laços com a ninhada (filhote de Pug mantidos em lojas), uma mudança súbita de ambiente (casa nova, ficar em um canil), uma mudança no estilo de vida do proprietário, resultando em um súbito término no contato constante com o Pug, uma ausência de longo prazo ou permanente de um membro da família (divórcio, morte, crianças que crescem e deixam a casa, volta para a escola ou trabalho, férias que terminam) ou a adição de um novo membro na família (bebê recém-nascido, novo relacionamento social ou novo animal de estimação). O problema também pode ser o resultado de uma estadia prolongada ou traumática na casa de um parente ou amigo, em um canil ou hotel. A ansiedade de separação pode estar ainda associada a um evento traumático que possa ter ocorrido durante a ausência do proprietário (explosões, tempestade, assaltos violentos). Não há predisposição sexual ou por raça. Os Pugs com predisposição a ansiedade de separação são ansiosos, agitados e super ativos. Seguem o proprietário por todo lado, pulam em cima dele e correm sem parar.




Muitos Pugs podem sentir quando seu proprietário está para sair de casa e ficam ansiosos até mesmo antes de sua saída. Enquanto o proprietário se prepara para sair, o Pug apresenta sinais de:
Aumento de atividade, choramingar, ganir, solicitar atenção, pular e seguir o proprietário onde quer que ele vá, tremer ou até mesmo fica agressivo quando o proprietário tenta partir; neste caso a agressão por dominância deve ser pesquisada;
Depressão: ficam parados, deitados sem se mexer quando o proprietário chama ou tenta tirá-lo do lugar.
Depois de um tempo variável da saída do proprietário, os Pugs:
    • Arranham, cavam e mastigam as portas e janelas na tentativa de seguir seu proprietário;
    • Mastigam, arranham e cavam objetos domésticos ou pessoais (livros, móveis, fios, paredes, roupas);
    • Urinam e defecam em localizações inaceitáveis, como na porta ou na cama do proprietário e vocalizam (choramingam, latem e uivam sem parar);
    • Ficam deprimidos e não comem ou bebem enquanto o proprietário não volta. Isto é especialmente prejudicial se o proprietário ficar fora por um longo período;
    • Sialorréia, tremor, dispnéia, taquicardia, diarréia, vômito ou auto-mutilação (morder e lamber patas e outras partes de seu próprio corpo).


A maioria dos Pugs afetados ficam excitados quando o proprietário retorna, saudando seu proprietário mais efusivamente do que o normal. Quando o proprietário retorna, o Pug geralmente torna-se extremamente ativo e exagera suas saudações à chegada do proprietário.
Se o problema for recente e o Pug não for de temperamento extremamente ansioso, o prognóstico será favorável. Já nos casos mais antigos de ansiedade, ou nos casos em que há associação com comportamentos de pânico, o prognóstico é reservado.






Diagnóstico diferencial
Um Pug com comportamento destrutivo deve receber um diagnóstico diferencial. É preciso conhecer a história comportamental, o foco do comportamento, o contexto e as circunstâncias nas quais o comportamento ocorreu. Deverão ser caracterizados o ambiente social e físico e a rotina diária (alimentação, higiene, brincar, exercício, dormir). A história comportamental irá informar também como ocorreu o processo de educação e adestramento, incluindo a forma como foi realizado o treino para as eliminações e como foram aplicadas as punições. Deve-se caracterizar a rotina dos habitantes da casa e a forma como se dão as interações, incluindo o sociograma. Os principais diagnósticos diferenciais devem ser feitos de acordo com o comportamento exibido: 
1. Comportamentos associados as necessidades fisiologicas: Falta ou educação deficiente para eliminação. Falta de oportunidade de defecar e urinar em local apropriado Medo ou excitação Submissão, saudação e marcação Patologias (cistite, prostatite, gastroenterites). Cães idosos Agressividade por dominância ou territorial




2. Comportamento destrutivo Comportamento lúdico ou exploratório Mastigação de filhote Resposta de medo Reação a estímulos excitatórios Super atividades. Agressividade por dominância ou territorial
3. Vocalização Reação a estímulos excitatórios (sonoros) Facilitação social Lúdico Agressão Respostas de medo. O exame laboratorial deve incluir urinálise, coproparasitológico, hemograma, sorologia e hormônios da tireóide e glândula adrenal (hiperadrenocorticismo), na dependência da história e dos sintomas clínicos associados. É preciso pesquisar sintomas de dor. Para cães de mais de 8 anos está indicada a colonoscopia na dependência dos sintomas. Nos casos envolvendo animais com mais de 8 anos, os processos patológicos podem estar associados a disfunção cognitiva geriátrica canina. Esta patologia determina lesões comparáveis a Alzheimer humana, porém a causa não foi ainda estabelecida. Suas manifestações incluem, além dos comportamentos de ansiedade de separação, diminuição de obediência a comandos, irritabilidade, confusão, perda do condicionamento associado a eliminações e alteração no padrão de sono.



Intervenção
Antes de se iniciar qualquer protocolo de intervenção comportamental é preciso orientar o proprietário em como ocorre o aprendizado canino. 

Se um Pug apresenta ansiedade de separação, podemos afirmar que esse acontecimento é o resultado da relação da ausência do proprietário.

Você identificou o comportamento. Então é preciso identificar quais são os estímulos que fazem reforçar este comportamento. 
Exemplo 1: No caso da ansiedade de separação identificaremos estímulos antecedentes (sinais da saída do proprietário), respostas (após um tempo determinado da saída, o Pug apresenta comportamentos inadequados tais como: destruição, faz suas necessidades em locais inapropriados, vocalização etc.) e no retorno do proprietário haverá estímulos consequentes (dar comida, fazer carinho). 
Entenderam a situação? O Seu Pug fica em casa sozinho e começa a chamar a atenção de formas inadequadas e assim que você chega em casa a primeira coisa que faz é dar carinho e comida. O Pug entenderá que toda a vez que ele chama a atenção ele recebe carinho e comida. Estas atitudes serão responsáveis pela repetição dessas atitudes. 




É importante ressaltar que, seja qual for o comportamento do proprietário, se o comportamento indesejado se mantiver ou aumentar em frequência, este estímulo será chamado de reforço positivo.

O proprietário deve ser alertado de que, uma vez iniciado o protocolo de modificação comportamental, ele deve se programar e se determinar a segui-lo passo a passo, evitando qualquer falha de procedimento. As maiorias das pessoas ficam com pena do Pug, descumprindo algumas etapas. No final, não conseguem concluir e não alcançam o resultado esperado.
Parte da intervenção inclui a extinção do comportamento indesejado, isto é, não deve haver mais a apresentação de reforço positivo após a emissão do comportamento anteriormente condicionado. Se o proprietário falhar poderá haver o retorno do comportamento e desta vez ainda mais difícil de ser extinto ou modificado. Por outro lado, pode haver estímulos consequentes ao próprio comportamento, então diremos que são estímulos auto reforçadores.
Resumindo: Ao chegar em casa, o seu Pug o recebe excitado, pulando e cheio de energia, você não poderá dar aquele carinho, se segure, resista, espere ele se acalmar e depois disso, uns 5 minutos, faça o carinho. Ignore total! Entenda que o Seu Pug neste estado de excitação, pulando e cheio de energia estará sendo recompensado com o seu carinho e quando você sair ele ficará ansioso esperando você chegar para receber este carinho, Pensando nisto deveremos assegurar que o Pug tenha acesso somente a seus próprios objetos, brinquedos, e ossos. Ele não deverá ter mais acesso a objetos pessoais ou móveis. Se precisar, pode-se colocar uma chapa plástica nas paredes para evitar que ele as cavouque.




O princípio de toda técnica de intervenção para fobias, medos e ansiedades consiste em permitir que um animal experimente situações que incitem medo e ansiedade sem que fique ansioso ou com medo. Para isso é preciso identificar quais são estes estímulos. Os métodos para tratar ansiedade de separação incluem: modificação da relação entre proprietário e seu Pug, exercício físico, treino para obediência, modificação dos estímulos antecedentes e consequentes, prevenção e medicamentos ansiolíticos.
O sucesso do manejo da ansiedade de separação inclui ensinar o Pug a tolerar a ausência do proprietário e corrigir os problemas associados a destruir, vocalizar, e eliminar em locais inadequados. O Pug deverá adaptar-se gradualmente a ficar só através de exposição a pequenas partidas.




Se a resposta ansiosa acontecer logo após a partida do proprietário (dentro de 30 minutos), o Pug deverá permanecer sozinho, no princípio, durante intervalos muito pequenos (5 minutos) para assegurar o sucesso da intervenção. O período de ausência é então gradualmente aumentado. O proprietário deve evitar a interação enquanto o animal apresenta comportamentos ansiosos. Deve assegurar que o cão não se ocupe com saudações prolongadas no retorno do proprietário, gratificando ou premiando o animal somente quando este estiver tranquilo e calmo.

A intervenção pode ser iniciada com uma leitura, o Pug dará pistas ou sinais que indicarão a alteração no comportamento com a saída do proprietário de casa. O Pug deverá permanecer calmo enquanto o proprietário se movimenta pela casa. As pistas que antes informavam ao cão a futura saída (estímulos discriminativos antecedentes) serão expostas ao cão, mas não devem ser concluídas com a saída real do proprietário. Entendeu? Finja que irá sair!

Pode-se também fazer o contra condicionamento, para isso treina-se o Pug a manter-se sentado e calmo enquanto o proprietário se movimenta se afasta cada vez mais até chegar perto da porta. Posteriormente este treino é feito com ausências que serão gradualmente aumentadas. O proprietário se ausenta por tempos progressivamente maiores, mas não lineares (2, 5, 3, 6, 4, 8 minutos), e retorna antes que o cão manifeste comportamentos ansiosos. As partidas e retornos deverão evitar super estimular o cão. O cão não deverá receber gratificação ou atenção nas partidas e chegadas. Atenção excessiva anterior à partida e no retorno parece aumentar a ansiedade de separação. Pode-se condicionar o animal a associar a saída do proprietário com um retorno breve e seguro. A TV ou rádio podem permanecer ligados ou um brinquedo apropriado pode ser fornecido ao cão. Porém, é muito importante que a pista não seja um artigo associado a ansiedade. Estas sugestões ajudam o Pug a associar positivamente o período de isolamento. Uma vez iniciado a intervenção, o Pug não poderá ficar sozinho mais do que o tempo estipulado. É fundamental identificar se há componente de pânico associado; em caso positivo, deve-se tratar a condição, pois o pânico está associado a estímulos específicos e a ausência do proprietário é apenas a chave de onde parte o problema.



Medicamentos ansiolíticos auxiliam a suprimir a ansiedade de separação. São frequentemente usados em Pugs com ansiedade de separação severa ou quando os proprietários têm que deixar o cão só por um período longo enquanto a intervenção está em andamento. Na maioria dos casos, fármacos não é uma solução e devem ser usados em combinação com um programa de modificação comportamental. A escolha do medicamento deve levar em conta o fato destes diminuírem a capacidade de aprendizagem e que seu efeito varia de acordo com o indivíduo. O ideal é que ansiolíticos sejam dados ao animal enquanto o proprietário está em casa, para se determinar a duração e os possíveis efeitos colaterais. Caso não sejam constatados efeitos colaterais, a droga deve ser dada uma hora antes da saída do proprietário. A diminuição da dose deve ser gradual e conforme avaliação do sucesso do programa de modificação comportamental. Os principais medicamentos utilizados são os antidepressivos tricíclicos, progestágenos, barbitúricos, fenotiazinas e benzodiazepínicos. O objetivo é reduzir a ansiedade sem induzir sedação, o que poderia interferir com a aprendizagem. Além disso é preciso considerar o estado clínico do animal antes de se ministrar o medicamento e os efeitos colaterais.




Em casos severos o proprietário pode ter também que executar um programa de dessensibilização da dependência do cão a uma pessoa, evitando contatos prolongados, impedindo que o animal durma no mesmo quarto ou na mesma cama que o proprietário. Ignorar o Pug por um período de tempo não quebrará o laço afetivo com o proprietário, mas diminuirá a dependência extrema do cão, permitindo que ele tolere sua ausência sem ansiedade. Ignorar um animal de estimação pode ser difícil para o proprietário, mas é importante que ele entenda que isto resultará em uma relação muito mais saudável e feliz para ambos.

Castigos ou punições físicas só pioram a ansiedade, por isso não são recomendados como tratamento. A punição é um procedimento que visa suprimir rapidamente a frequência de um comportamento por meio de um controle aversivo. Raramente o procedimento é aplicado com planejamento e conhecimento. As pessoas confundem punição com "castigo", sendo que o castigo aplicado muitas vezes só serve para aliviar a ira do proprietário contra um cão que fez algo inadequado. Como consequência há o desenvolvimento de comportamentos respondentes (medo/agressividade) diante do punidor. O uso da punição como estímulo aversivo deve ser feito com planejamento, de modo que a punição seja aplicada imediatamente após a ocorrência do comportamento a ser suprimido, o que é difícil pois, no caso de ansiedade de separação, tais comportamentos só ocorrem na ausência do proprietário.



Prevenção
Quando o proprietário inicia um relacionamento com seu Pug de maneira muito intensa, afetiva, carinhosa e por muito tempo, mas sabe que esta disponibilidade irá mudar, deveria preparar gradualmente o cão para essas mudanças, evitando assim a ansiedade de separação. 

Se um filhote ou um Pug novo é trazido para casa, é importante evitar situações que encorajem um apego excessivo. O Pug deve ser acostumado lentamente a ficar sozinho. Isto pode ser realizado através do "treino da gaiola". Este tipo de exercício é especialmente útil quando se sabe que o proprietário irá se ausentar por longos períodos. Outra orientação deve alertar o proprietário a impedir que o Pug o siga constantemente, ajustando-o gradualmente a estar só em casa por um longo período. Deve-se evitar estimular ou reforçar comportamento de brincar com outros objetos que não os brinquedos apropriados.




Todos os comportamentos que estimulem demasiadamente o Pug ao apego devem ser evitados. Todo comportamento de chamar a atenção ou solicitar coisas ao proprietário não devem receber atenção. Os comportamentos tranquilos e silenciosos devem ser reforçados com carinho e recompensas. Após os 5 meses de idade o Pug pode ser ensinado a sentar, ficar e esperar. Se o Pug começar a morder objetos inadequados, o proprietário deverá evitar a interação, mas se for absolutamente necessário deve-se utilizar um spray de água imediatamente enquanto o Pug morde o objeto (estímulo aversivo).
O exercício físico diário (passeio), devem durar no mínimo 20 minutos e oferece a oportunidade da interação tranquila, calma, paciente e consequentemente gratificante. O passeio possibilita ainda a oportunidade de ensinar o Pug a sentar, ficar e esperar.



Treino da gaiola para filhotes a partir de 45 dias de idade
Use um gaiola ou uma caixa de transporte com espaço suficiente para o filhote dar a volta. Acostume o filhote a ficar, dormir ou brincar neste espaço sem fechar a portinha. Após uma semana inicie o treino, deixando o filhote por curto espaço de tempo, fechado na casinha e sem contato visual com você.
Terminado o tempo estando o filhote calmo e relaxado, abra a porta e interaja com o Pug de modo calmo. Vá progressivamente aumentando o espaço de tempo em que o Pug fica fechado dentro da casinha até chegar a 1,5 horas.
Assegure-se que ele tenha evacuado e urinado antes de iniciar o exercício.
Não corra atrás do Pug para pegá-lo.
O alimento deve ser fornecido 15 minutos depois de terminado o exercício

Antes de adquirir um Pug busque informações sobre a raça

Abraço, boa sorte!

5 comentários:

  1. Olá Fábio, ganhei um pug recentemente, ela é um bebê ainda, hoje fez 40 dias. E nesses 10 dias que ela está comigo eu deixei ela cair, e fiquei muito preocupada, mas foi só um susto, ela não se machucou, graças a Deus, mas queria saber se isso pode influenciar no comportamento dela de alguma forma. E sobre a postagem acima, eu e meu marido trabalhamos o dia inteiro e ela fica só, em um local seguro, mas sozinha, ela pode desenvolver algum tipo de ansiedade? O que eu posso fazer?

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    1. Boa tarde. Filhotes são ativos e curiosos, devemos ter o cuidado especial com o seus olhos, pois são muitos salientes e grandes. Tirar da casa objetos que podem perfurar os olhos é uma dica. outra dica é esconder produtos químicos, como falei, os filhotes são curiosos e podem comer estes produtos.
      Com relação a ansiedade da separação, são vários fatores que podem levar o seu cão a ter esse tipo de problema, quase sempre são gerados por nós (Donos). Se vocês passam a maior parte do dia fora de casa e quando chegam em casa e a primeira coisa que fazem é encher o seu Pug de carinho ele vai entender que ele deve ficar agitado quando chegarem para receber o carinho. Isso é um fator que nós mesmo criamos. Nunca devemos dar carinho em um cão agitado, nervoso. devemos esperar ele se acalmar, e quando estiver tranquilo podemos recompensá-lo com carinho. A Maioria das pessoas não conseguem dar esse "Gelo" no cão e acabam gerando crises de comportamento no Pug. Como falei, são vários fatores. Mas seu Pug filhote, ficar sozinho em casa o dia inteiro, provavelmente ele vai chamar sua atenção no futuro com alguma coisa do tipo: roendo móveis, fazendo necessidades em locais improprio, latindo, mordendo o rabo, agressividade... As vezes queremos ter tando um Pet e não estudamos o ambiente que vamos oferecer para ele, depois nos aborrecemos, falamos mau da raça. Como falei, nós mesmos somos os culpados pelo destempero dos nosso cães. Ele devem ter, além de boa alimentação, horário de passeios e brincadeiras, convívio com outros animais e pessoas, sem isso serão infelizes. Boa sorte e obrigado pelo comentário!

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  2. olá Fabio, vc aconselha o pug para casal jovem que trabalha o dia todo? se sim, qual o melhor treinamento pra ele ir se acostumando a ficar sozinho, e como fica a distribuição da comida e água neste período? devo deixar brinquedos espalhados??

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  3. Vou ganhar um Pug, e vou ter que deixar ele sozinho o que vc me aconselha a fazer pra ele não ficar agressivo e nem ter uma crise ou algo parecido ?

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  4. Olá Fábio...bom dia
    Tenho um pug de 1 ano e 8meses...nosso xodó
    Mais estamos extremamente preocupados com seu comportamento agressivo...ja procuramos até ajuda de um adestrador e não tivemos resultados...não sei te dizer onde erramos pois damos todo carinho e atenção pra ele
    Será q vc teria algum conselho ajuda para nos passar..
    Agradeço desde já

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